HOLI FESTIVAL: OM SHANTI OM!

Conheça as bandas que tocam as cores da Índia. Entre no clima do maior evento cultural do Sul Asiático.


Por FELIPE VIVEIROS*


Uma celebração como nenhuma outra. A época mais esperada do ano para os indianos do Mundo todo, que reúne pessoas de diferentes comunidades para comer, dançar, espalhar o colorido da vida e comemorar a felicidade. Entre no clima e venha com a Cultura do Resto do Mundo© para o Holi Festival!


Holi Festival, o Festival das Cores, tem sido celebrado no subcontinente indiano por séculos. Poemas e arquivos literários documentam celebrações que remontam ao século 4 d.C.. Marco do início da primavera no Hemisfério Norte, as festividades são celebradas em março, que corresponde ao mês Phalguna no calendário hindu. Embora o festival hindu de cores encontre suas origens no sul da Ásia, ganhou popularidade em todo o mundo, com eventos de Holi organizados nos EUA, Europa e até no Brasil nos últimos anos.


Este ano, Holi começa no dia 28 de março, domingo, e terminará na segunda-feira, 29 de março. Claro, com restrições devido à pandemia do novo coronavírus que restringiram ou cancelaram o evento em diversas cidades da Índia. Mas qual a origem de um festival tão conhecido?


De acordo com a mitologia hindu – e a versão mais popular da história – o poderoso e malvado rei Hiranyakashipu forçou seus súditos a lhe adorar como Deus. Para a ira do rei, seu filho Prahlada continuou devoto ardente de Vishnu, um dos deuses principais do hinduísmo, que juntamente com Shiva e Brahma integra a trimúrti, a trindade sagrada do hinduísmo.


O rei, furioso, conspirou com sua irmã Holika para matar o próprio filho. Holika, “mulher-demônio” supostamente imune ao fogo, enganou o sobrinho para que sentasse em uma pira com ela. Quando a pira foi acesa, a devoção do rapaz ao Deus Vishnu o fez sair ileso, enquanto Holika – de quem o festival deriva o nome – foi queimada até a morte.


Holi celebra a vitória do bem sobre o mal.


Na véspera do festival, grandes piras são acesas em muitas partes da Índia para representar a queima de espíritos malignos. No dia de Holi, ruas e cidades inteiras tornam-se vermelhas, verdes e azuis enquanto pessoas espalham pó colorido umas nas outras. O vermelho simboliza amor, o verde representa um novo começo e o azul homenageia o tom de pele de Krishna, o oitavo avatar de Vishnu, deus da proteção, compaixão e ternura.


No atual clima de efervescência política, divisões étnicas e religiosas ao redor do Mundo, Holi é um sopro de ar fresco. A tradição, colore o cinza das diferenças entre castas e classes sociais, deixando toda a população brilhar com o mesmo sorriso colorido.


Cultura do Resto do Mundo© fez uma seleção especial de bandas, grupos e artistas indianos que vão fazer você entrar no clima da festa mais colorida do Planeta.


Aumente o som e solte o play!


Swarathma


Direto da agitada Bangalore, Swarathma é uma banda de folk rock com sonoridade da música folclórica indiana e sons ocidentais como blues e reggae. As letras do grupo são inspiradas em temas pessoais, sociais e políticos. Com turnês pelo Marrocos, Reino Unido, Hong Kong, Austrália e Cingapura são uma das maiores bandas de folk rock da Índia.



The Local Train


Banda de rock de Nova Déli, The Local Train alcançou enorme sucesso comercial e se tornou referência nos principais festivais culturais e musicais em todo o país. O conjunto é amplamente conhecido por suas letras enfáticas, que mesclam as línguas urdu e hindi, em um som “cru” e honesto que ressoa com a juventude indiana.



Sanam


Com raízes na megalópole de Mumbai, Sanam é uma banda de pop rock conhecida por suas participações nas trilhas sonoras clássicas e contemporâneas de Bollywood. A banda é um dos 10 maiores canais independentes do YouTube na Índia, e vem crescendo cada vez mais como grande revelação musical nas plataformas digitais.



Bloodywood


Banda formada em Nova Deli, Bloodywood é conhecida pelo som híbrido de instrumentos folclóricos indianos e metal pesado. Em combinação de coros em hindi e punjabi, versos de rap e musicalidade étnica, o grupo oferece experiência única para os amantes e curiosos do gênero.


*Felipe Viveiros, graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP, tem extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e é mestre em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda).

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