Heavy metal folclórico.

The Hu não está só. Bandas que estão revolucionando a cena com as mais diversas influências dos cinco cantos do planeta. 


Por FELIPE VIVEIROS*


Europa: Eluveitie (Suíça)


A saga de sucesso de Eluveitie começou em 2002, quando o suíço e líder da banda Chrigel Glanzmann decidiu fundir melodias populares e temas antigos em uma poderosa mistura que se tornaria a "Nova Onda de Metal Folclórico" no mundo. A banda já esteve diversas vezes no TOP 50 das paradas europeias, e incorpora metal melódico com elementos da música tradicional celta. As letras fazem referências à mitologia dos celtas helvéticos (suíços) e o hit mais conhecido "The Call of the Mountains" pode ser escutado nos quatro idiomas oficiais do país: alemão, francês, italiano e romanche.



Ásia: Bloodywood (Índia)


Banda formada em Nova Deli, Bloodywood é conhecida pelo som híbrido de instrumentos folclóricos indianos e metal pesado. Em combinação de coros em hindi e punjabi, versos derape musicalidade étnica, Bloodywood oferece experiência única para os amantes e curiosos do gênero. A música "Machi Bhasad (Expect a Riot)” foi destinada ao jogo de videogame da Ubisoft "Beyond Good and Evil 2" e o grupo embarcou em 2019 em turnê internacional brilhantemente intitulada como "Raj Against the Machine".



África: Nawather (Tunísia)


Banda de metal oriental fundada em 2013, Nawather está entre os primeiros grupos que harmonizam o som do qanun, "rei dos instrumentos árabes", com o gênero do metal. O qanun desempenha importante papel na música clássica da Tunísia, conhecida como "malouf". A banda oferece oportunidade de escutar um metal de respeito, com linha tênue entre o Ocidente e o Oriente, em dueto harmonioso de vozes masculina e feminina.



Oceania: Shepherds Reign (Polinésia/ Nova Zelândia)


Novidade mundial, a banda de metal polinésio é formada por cinco integrantes provenientes das ilhas do Pacífico, nação maori e Ásia. Formada em South Auckland, na Nova Zelândia, a música do grupo traz ancestralidade e o folclore tradicional dos povos nativos do Pacífico para a energia do metal. Inspirada pela lenda de um antigo guerreiro de Samoa, o hit "Le Manu" é a primeira canção do gênero cantada em língua samoana. A faixa apresenta elementos tradicionais únicos como o paté drum (tambor de madeira) combinado com estilo moderno do metal progressivo.



América do Sul: Arandu Arakuaa (Tupi-Guarani / Brasil)


"Conhecedora dos Ciclos do Céu" ou "Sabedoria do Cosmos" em tupi-guarani, Arandu Arakuaa foi criada em 2008. A sonoridade da banda mescla o metal com músicas indígena e popular brasileira. As letras são cantadas em tupi, xerente, xavante e inspiradas nas lendas e rituais dos povos indígenas do Brasil. Importante contribuição para a cena do metal e, também, para a disseminação e valorização da cultura indígena, subestimada nas Américas ao longo dos séculos.



*Felipe Viveiros, graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP, tem extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e é mestre em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda).

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