Eurovision 2021

Ficou perdido com performances excêntricas, luzes neon, pirotecnia e glitter? Não se desespere. Cultura do Resto do Mundo destaca os seus favoritos!


Por FELIPE VIVEIROS*


O Eurovision Song Contest é a competição musical mais famosa da Europa.


Produzido todos os anos pela União Europeia de Radiofusão, o evento traz participantes que representam 41 países europeus. O conhecido grupo pop sueco, ABBA, foi o vencedor da edição de 1974 e ficou famoso no mundo com a canção Waterloo.


Fique com as apresentações, bandas e artistas que mais marcaram a Cultura do Resto do Mundo nesta edição de 2021.


Aumente o som e solte o play!


Barbara Pravi

País: França


Nascida Barbara Pjević, a cantora é de família de músicos com ascendência sérvia e iraniana. Barbara adotou como nome artístico a palavra sérvia pravi, que significa real, autêntico. Também compositora, escreveu canções para vários artistas como as francesas Julie Zenatti e Chimène Badi e o norte-americano Jaden Smith. Pravi representou a França, nesta edição do evento, com a faixa Voilà e conquistou o 2º lugar, o melhor resultado conquistado pela França, desde 1991.



Gjon's Tears

País: Suíça


De pai kosovar e mãe albanesa, Gjon Muharremaj adiquiriu seu nome artístico Tears (lágrimas em português) depois de emocionar seu avô quando interpretou Can't Help Falling in Love, de Elvis Presley. O cantor já competiu no show de talentos da Albânia Albanians Got Talent e o The Voice : La Plus Belle Voix, da França. Nascido e criado na Suíça, o artista foi selecionado como representante do país com sua canção Tout l'Univers, conquistando o 3º lugar, a melhor colocação para os helvéticos desde 1993.



Manizha

País: Rússia


Com dois álbuns já lançados, Manizha já era estrela dos TOP HITS da Cultura do Resto do Mundo muito antes da Eurovision 2021. A cantora nasceu em Dushanbe, capital do Tajiquistão, e sua família fugiu devido à Guerra Civil que assolou o país em 1994. Seu pai foi contra a carreira musical, por acreditar que não era “uma escolha apropriada para uma mulher muçulmana”. Manizha reagiu ao preconceito, hoje é conhecida pela letras em favor da comunidade LGBT, contra os ideais de beleza impostos pela mídia e a violência doméstica. A canção feminista Russian Woman foi a faixa apresentada na edição de 2021. Vale conferir, porque pode não ter sido premiada pelo forte tom revolucionário.



Go_A

País: Ucrânia


Banda de electro-folk criada em 2012, Go_A combina música eletrônica moderna com elementos étnicos da cultura ucraniana. O nome do grupo significa “retorno às raízes”, uma combinação da palavra inglesa “Go” com a letra grega “Alpha”, que simboliza o começo de tudo. O conjunto ganhou notoriedade no Leste Europeu pelo single Vesnianka (Веснянка), que venceu a competição nacional The Best Track in Ukraine em 2015. Na Eurovision 2021 apresentaram a música Shum, que levou o 5º lugar entre os 41 países europeus.



Blind Channel

País: Finlândia


As bandas Bring Me The Horizon e Hollywood Undead são familiares para você? A Blind Channel é a combinação perfeita entre o post-hardcore e o rock alternativo. Direto da cidade de Oulu, na Finlândia, o grupo define seu estilo musical como “pop violento” e representou o país nórdico nesta edição de 2021 com a canção Dark Side – que lembra o nu-metal, fazendo o mundo girar nos anos 2000. Com uma proposta parecida com as bandas norte-americanas da cena, Blind Channel terminou em 6o lugar com muito barulho harmonioso e nostalgia.



Måneskin

País: Itália


“We just want to say to whole Europe, to the whole world: rock and roll never dies!”. Essas foram as palavras de Damiano David, vocalista da banda Måneskin, ao ganhar o Eurovision Song Contest de 2021. Direto de Roma, a banda conquistou a todos e fez o rock pulsar na competição com um som autêntico e cru da faixa Zitti e Buoni. Atuais expoentes do rock italiano, os membros do conjunto se conheceram na escola secundária, começaram tocando para os colegas, evoluíram e, agora, mostram ao mundo que a cena alternativa – parte da Cultura do Resto do Mundo –, está mais viva do que nunca no continente europeu.


*Felipe Viveiros, graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP, tem extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e é mestre em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda).

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