As Bandas da Eurocopa (Parte I)

Deixe a bola rolar e conheça os maestros dos países dos Grupos A, B e C que fazem os maiores gols de placa na música do continente.


Por FELIPE VIVEIROS*


Fãs de música e futebol: Cultura do Resto do Mundo tem uma boa notícia para vocês. Assim como admiramos os maestros em campo, vamos conhecer os maestros fora de campo dos 24 países que vão disputar a EUROCOPA 2020 (2021). A competição, que originalmente estava programada para acontecer ano passado, foi adiada devido à pandemia da COVID-19 e será disputada entre 11 de junho e 11 de julho deste ano.


A EUROCOPA será realizada em 11 grandes cidades da Europa, uma novidade nos 60 anos de história do torneio. O então presidente da UEFA, o craque francês Michel Platini, disse em 2012 que o evento seria realizado em várias nações como um acontecimento "romântico", único, para celebrar o 60º aniversário da competição europeia.


Embora o plano original tivesse 12 cidades como anfitriãs, a UEFA decidiu dar início ao evento em 11 cidades. As anfitriãs são: Londres, Sevilha, Glasgow, Copenhagen, Budapeste, Amsterdã, Bucareste, Roma, Munique, Baku e São Petersburgo. Bilbao e Dublin foram removidas devido à incerteza da presença do público aos jogos durante a pandemia, sendo, portanto, substituídas por Sevilha e São Petersburgo que demonstraram maior interesse no torneio.


As semifinais e a final serão realizadas no icônico Estádio de Wembley, em Londres, que sediou a final da Copa do Mundo da Inglaterra em 1966. Sede também de grandes shows das mais importantes bandas do Planeta.


Deixe a bola rolar e conheça as bandas dos países dos Grupos A, B e C que marcam os maiores gols de placa no continente.


Aumente o som e solte o play!


GRUPO A (Turquia, Itália, Gales e Suíça)


Sattas

País: Turquia


Fundada em Istambul, em 2005, Sattas tem se apresentado nas mais importantes casas de shows na Turquia e no Exterior. Com letras em turco e inglês, suas composições têm abordagem musical versátil em divertida babilônia de reggae, dub, ska, jazz e blues. Sattas é a única banda de roots reggae no país, e já tocou em grandes festivais internacionais com o Montreal Jazz Festival, no Canadá, e o lendário Sziget Festival, na Hungria.



Måneskin

País: Itália


Direto de Roma, a banda conquistou a todos e fez o rock ganhar a Eurovision Song Contest de 2021 com um som autêntico e cru da faixa Zitti e Buoni. Atuais expoentes do rock italiano, os integrantes de Måneskin se conheceram na escola secundária, começaram tocando para os colegas, evoluíram e, agora, mostram ao mundo que a cena alternativa – parte da Cultura do Resto do Mundo –, está mais viva do que nunca no continente europeu.



Allfa

País: Gales


O jovem duo da pacata Caernarfon tem sacudido o mundo com música alter(nativa). A banda é a primeira da história a passar um milhão de plays com faixas em língua galesa no Spotify. Allfa conquistou fãs não só de todo o Reino Unido, mas também em países como Brasil, México e Polônia. A banda foi escolhida para participar de um projeto chamado Horizons, uma colaboração entre a BBC Wales e o Conselho de Artes do País de Gales para promover a nova música galesa.



Hecht

País: Suíça


Saídos de um cartão postal da turística cidade de Lucerna, Hecht é conhecida por interpretar em suíço-alemão, produzir clipes musicais originais e fazer shows de muita energia. Cultura do Resto do Mundo já esteve presente em sua apresentação na cidade de Spiez e acompanhou, de perto, seus interlúdios de dança e coreografias ensaiadas. O grupo já venceu três Swiss Music Awards e trabalha diretamente com o produtor de filmes de Zurique, Claude Gabriel.



GRUPO B (Dinamarca, Finlândia, Bélgica e Rússia)


The Minds of 99

País: Dinamarca


Formada em 2012 na capital Copenhagen, The Minds of 99 combina rock, pós-punk e new wave com sonoridades que fogem ao senso comum. O grupo, composto por cinco amigos de infância, canta em dinamarquês e é sucesso absoluto no país escandinavo. A banda recebeu uma série de indicações para o Danish Music Awards e seu primeiro single, Det er Knud som er død, é baseado em um poema do escritor dinamarquês Tom Kristensen.



Mouhous

País: Finlândia


Trio formado em Jyväskylä – terceira maior cidade do país – conquistou sucesso ao combinar os gêneros hip-hop, pop punk, emo e música eletrônica em sua produção. Sob a grande gravadora Warner Music Finland, os meninos nórdicos já lançaram dois EPs e seu primeiro álbum de estúdio, I Hate Mouhous. Com milhões de plays e visualizações no Spotify e Youtube, o grupo é uma das grandes revelações da Finlândia nos últimos anos.



Bazart

País: Bélgica


Bazart surgiu em 2016 para surpreender com eletropop chocante. Os cinco jovens de Ghent e Antuérpia, incluindo Oliver Symons – um dos mais importantes artistas do mundo – conheceram uma ascensão meteórica de banda belga que canta em flamengo. No período que antecedeu seu álbum de estréia Echo, os jovens de Flandres tocaram nos maiores festivais do país, encantando também os vizinhos Países Baixos.



Pussy Riot

País: Rússia


Coletivo de arte, performance feminista e banda punk, Pussy Riot estampou manchetes internacionais depois que suas integrantes foram presas por protestar contra a reeleição do presidente russo, Vladimir Putin, e a corrupção da Igreja Ortodoxa Russa. O grupo se formou em Moscou, em 2011, como resposta às políticas governamentais que discriminavam as mulheres no País. As apresentações musicais do coletivo combinam letras políticas e riffs abrasivos de guitarra.



GRUPO C (Holanda, Ucrânia, Áustria e Macedônia do Norte)


Kensington

País: Holanda


Amigos próximos do Rei e da Rainha da Holanda, Kensington é uma das bandas mais famosas do país. Já fomos aos shows do grupo três vezes: em 2014, no Gurten Festival em Berna (Suíça); em 2017, nas ruínas romanas da Augusta Raurica (Suíça) e, em 2018, no Dia do Rei em Groningen (Holanda). Kensington tem cinco álbuns de estúdio: Borders, Vultures, Rivals, Control e Time. Parceiros da monarquia, as princesas da Holanda sabem e cantam as letras de cor.



Okean Elzy

País: Ucrânia


Uma das bandas mais populares, carregadas de tom político e comercialmente bem sucedidas da Ucrânia, Okean Elzy foi formada, em 1994, na cidade de Lviv pelo frontman Svyatoslav Vakarchuk. Muitos críticos reconhecem Okean Elzy como a melhor banda de rock das 11 repúblicas da antiga União Soviética. Com letras profundas e estilo musical único, o grupo quebrou a barreira linguística ao combinar sonoridade europeia, melodias eslavas e poesia ucraniana.



Bilderbuch

País: Áustria


Verdadeiros hipsters do século 21, Bilderbuch é sobre estilo. Com muito pop, humor, charme de Viena e carisma, o grupo tem um som leve sobre a vida na cidade, relacionamentos casuais e até drinks. Seus membros levam diversão a sério e, realmente, trazem glamour à língua alemã empregando sua curiosa “ginga austríaca”.



Bernays Propaganda

País: Macedônia do Norte


Ativista do pós-punk dançante, Bernays Propaganda é uma das bandas de maior sucesso e reconhecimento internacional da Macedônia do Norte. Com quatro álbuns lançados, o grupo já fez várias turnês pela Europa. Seu álbum Politika (2016) flerta com new-wave eletrônico, lembrando o som do New Order e outros artistas do mesmo gênero, todos dos anos 1980. Celebração da desobediência civil, dos direitos humanos e da liberdade é o discurso sonoro.


*Felipe Viveiros, graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP, tem extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e é mestre em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda).

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