A Prosa do Cinema

Cultura do Resto do Mundo traz recomendações dos 5 continentes sobre séries e filmes baseados em livros.


Por FELIPE VIVEIROS*


Babylon Berlin

Continente: Europa

País: Alemanha


Babylon Berlin é uma boa opção para sair da rotina. Baseada nos romances do autor alemão Volker Kutscher, escrita e dirigida por Tom Tykwer — o mesmo diretor do clássico europeu Lola Rennt (“Corra Lola, corra”) — a série é um convite neo-noir a uma viagem à Alemanha dos anos 1920. Em coprodução entre a Sky e a rede de canais alemã ARD, a série teve sua estreia em 2017 e já conta com três temporadas lançadas, com um orçamento de 40 milhões de euros, configurando-se como a série de TV de língua estrangeira mais cara da história.



Tsotsi

Continente: África

País: África do Sul


Tsotsi ("Infância Roubada") é um começo sensível para quem pretende explorar as adversidades vividas nos guetos das metrópoles africanas. Escrito e dirigido por Gavin Hood, em uma adaptação do romance de mesmo título do sul-africano Athol Fugard, o filme aborda os desafios da desigualdade na cidade de Johanesburgo. Tsotsi é o primeiro indicado africano do século 21 a ganhar um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. E não só. Segue sendo o único que conseguiu o feito nos últimos 15 anos.



Entre Marx y una Mujer Desnuda

Continente: América

País: Equador


Do diretor Camilo Luzuriaga, Entre Marx y Uma Mujer Desnuda retrata as perpétuas crises emocionais da política e do amor. Situado em Quito na década de 1960, militantes de esquerda analisam os contextos sociais da época, cada um com sua própria interpretação. O filme examina os laços intelectuais que ligam a esquerda equatoriana com a Europa e outras regiões da América Latina. Baseado no romance homônimo do escritor equatoriano Jorge Enrique Adoum, o “autor” da história se torna um personagem e narra as vivências de seus amigos e fantasias.



Manto

Continente: Ásia

País: Paquistão


Drama biográfico baseado na vida do escritor de nacionalidade indiana e paquistanesa, Sadat Hassan Manto, o filme foi lançado 60 anos após sua morte. Dirigido e estrelado por Sarmad Khoosat, o roteiro foi adaptado dos contos de Sadat Manto, conhecido por sua posição crítica à sociedade e por suas histórias sobre a divisão da Índia, a qual ele se opôs após a independência, em 1947. As angústias, a rebeldia, o desprezo pela aristocracia e pelo fundamentalismo religioso fazem com que o espectador não só fique imerso nas contradições da sociedade paquistanesa, como também conheça de maneira íntima o ponto de vista de um dos grandes escritores do país.



Once Were Warriors

Continente: Oceania

País: Nova Zelândia


Baseado no best-seller do escritor neozelandês Alan Duff, o filme relata a jornada de uma família maori urbana e aborda com temas sociais como violência doméstica, vida marginal, alcoolismo e pobreza. Hoje um clássico cult, “Once Were Wariors” foi a maior bilheteira da Nova Zelândia, quando de seu lançamento.


*Felipe Viveiros, graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP, tem extensão universitária em Comunicação Empresarial pela Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá) e é mestre em Relações Internacionais e Organização Internacional pela Universidade de Groningen (Holanda).

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